Qualidade percibida das atividades de grupo dos instrutores de fitness
DOI:
https://doi.org/10.47197/retos.v76.117168Palavras-chave:
Qualidade percebida do instrutor, atividades de grupo de fitness, género, idade do grupo, clube frequentadoResumo
Introdução: a qualidade permitida do instrutor (CPI) em atividades grupais (AG) de fitness desempenha um papel chave na satisfação, na motivação e na adesão a um amplo espaço dos utilizadores.
Objectivo: avaliar e comparar o IPC a partir das perspectivas dos utilizadores e dos instrutores, e analisar como varia em função do sexo, do grupo de pais e do clube.
Metodologia: participaram 270 utilizadores e 32 instrutores de cinco clubes de uma cadeia de fitness em Portugal, que preencheram uma versão adaptada do questionário QIF-AG, que avalia 10 itens de qualidade do instrutor. Foram realizados testes para amostras independentes e ANOVA de um fator, com comparações post hoc de Tukey.
Resultados: os utilizadores valorizam os instrutores de forma mais positiva que a autoavaliação dos propios, com diferenciais significativos em comunicação, pontualidade e conhecimento. As mulheres obtiveram pontuações de IPC mais elevadas do que os homens, especialmente na dimensão relacional. Embora as diferenças entre os pais não sejam significativas, os utilizadores mais jovens tendem a obter pontuações mais elevadas. Também se observam variações entre clubes, sobre tudo na dimensão técnico-pedagógica.
Discussão: os resultados indicam que a qualidade percebida do instrutor varia consoante a perspetiva dos participantes e o contexto do clube, sendo especialmente relevantes os aspetos relacionais e técnico-pedagógicos.
Conclusões: esta investigação mostrou a importância de integrar múltiplas perspetivas e variáveis contextuais na avaliação da qualidade do serviço de fitness.
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