Aprender com o conflito para educar para a coexistência pacífica em Educação Física: conflito motor
DOI:
https://doi.org/10.47197/retos.v79.118751Palavras-chave:
Convívio escolar, conflito motor, Educação Física, formação de professores, géneroResumo
Introdução. Abordar os conflitos motores oferece uma oportunidade para aprender sobre as relações interpessoais nas aulas de Educação Física. Esta disciplina proporciona um contexto privilegiado para fomentar a convivência através de experiências motoras que ativam processos relacionais, emocionais e éticos. Contudo, o conflito motor continua a ser tratado como uma perturbação a ser evitada, o que limita a sua utilização na formação inicial de professores.
Objetivo. Analisar os efeitos de um programa de literacia em conflito motor na aprendizagem conceptual de estudantes universitários e explorar o potencial da simulação de conflitos motores como estratégia didática para a experiência emocional e para a conceção de experiências educativas com uma perspetiva de género.
Metodologia. Realizou-se um estudo quantitativo, quase experimental, intragrupo, com medidas repetidas, com uma amostra de 167 estudantes do curso de Licenciatura em Ciências da Atividade Física e do Desporto. A intervenção combinou a literacia conceptual, as experiências motoras e a dramatização de simulações de conflitos motores.
Resultados. O Estudo 1 demonstrou uma melhoria significativa no conhecimento conceptual sobre o conflito motor após a intervenção, bem como a evidência da validade do questionário ad hoc. O Estudo 2 demonstrou as alterações emocionais após a dramatização e as associações entre o tipo de conflito motor, o género representado e a intensidade do conflito motor de acordo com o sexo dos alunos.
Discussão. Os resultados destacam o potencial pedagógico do conflito motor e da sua simulação controlada para promover a consciência emocional e relacional.
Conclusões. Os achados confirmam o valor formativo do conflito motor na formação inicial de professores de educação física.
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