Rodeados de mar, anclados en tierra: a paragem aquática na programação desportiva municipal insular
DOI:
https://doi.org/10.47197/retos.v81.119091Palavras-chave:
Atividades aquáticas, barreiras, Ilhas Canárias, gestão desportiva autárquica, atividades físicas em contacto com a naturezaResumo
Introdução: As atividades físicas no meio natural (AFMN) constituem um conteúdo consolidado na educação física e na gestão desportiva municipal, embora a sua programação desde os serviços desportivos locais tenha recebido escasa atenção investigadora, especialmente em contextos insulares.
Objectivo: Analisar a distribuição das AFMN terrestres e aquáticas nos concelhos canários e identificar os factores associados à prestação de actividades aquáticas.
Metodologia: Estudo descritivo e correlacional de tipo censal. Foi consultado pelos responsáveis desportivos de 40 municípios (41 respostas; 88 no arquipélago) através de um questionário ad hoc sobre a oferta, as barreiras e a perceção dos recursos.
Resultados: Se documentado o que se denomina la paradoja acuática: os 75,8% dos AFMN programados fueron terrestres, pese que os 92,7% dos municípios são costeros. Apenas 41,5% estavam disponíveis num programa exclusivo da AFMN, e 61,0% não programaram qualquer atividade aquática. A intensidade turística esteve associada a níveis de provisão aquática (ρ = -0,343, p = 0,028), e as ilhas mais pequenas apresentaram barreiras de recursos humanos mais elevadas (U = 125,5, p = 0,025).
Discussão: Foi identificada uma lacuna significativa entre a importância atribuída à melhor qualidade do AFMN e à previsão real de o fazer (W = 15,5, p = 0,006), coerente com a literatura sobre a intenção-ação da lacuna na gestão desportiva municipal.
Conclusões: A programação desportiva municipal insular infrautiliza o meio aquático, potencialmente extensível a outros territórios costeros espanhóis. Os hallazgos têm implicações na formação de técnicos desportivos, na conceção de programas de AFMN e na literacia oceânica.
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