Insatisfação corporal e transtornos alimentares em ginastas: uma revisão sistemática
DOI:
https://doi.org/10.47197/retos.v44i0.91042Palavras-chave:
Imagem corporal, transtornos alimentares, ginástica, insatisfação corporal, adolescentesResumo
Introdução: Na ginástica esportiva, certas medidas morfológicas como peso, índice de massa corporal (IMC) e baixo percentual de gordura tornam-se importantes para o sucesso esportivo. A preocupação excessiva com esses fatores ou alteração da Imagem Corporal (IC), pode levar essas ginastas a sofrerem de Transtornos Alimentares (TCA). Objetivo: O objetivo deste estudo foi analisar DEs e IC em praticantes de esportes ginásticos por meio de uma revisão sistemática. Material e método: Seguindo a lista de verificação “PRISMA”, foi realizada uma busca em cinco bases de dados eletrônicas (WOS, PubMed, SPORTDiscus, Scopus e Google Scholar), de estudos transversais em inglês, espanhol e português publicados de janeiro de 2000 a dezembro 2020. A seleção foi feita por três pesquisadores em duas etapas (triagem e aplicação dos critérios de elegibilidade). Idade, sexo, tamanho da amostra, qualidade metodológica, variáveis, instrumento e resultados foram registrados em 16 artigos que atenderam aos critérios de inclusão. Resultados: 56,25% dos estudos destacam a insatisfação corporal, bem como o risco de sofrer DE em ginastas de maior nível competitivo, sendo fatores fundamentais causadores de insatisfação corporal e pressão do meio ambiente, principalmente no período da adolescência. O instrumento mais utilizado foi o Eating Attitude Test 26 (EAT-26) (75%). Conclusões: Os resultados obtidos indicam que existe um grande risco nas ginastas de sofrerem de DE, destacando-se o aparecimento em categorias superiores, sendo uma das principais causas, a distorção e a insatisfação com a IC.
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