Efeito da excitação fisiológica nos índices de perceção da dor em atletas de elite de resistência e força, tanto do sexo masculino como do sexo feminino
DOI:
https://doi.org/10.47197/retos.v81.117671Palavras-chave:
Excitação, teste de pressão a frio, atletas de resistência, perceção da dor, atletas de forçaResumo
Introdução: O rendimento desportivo depende da dor, que surge de três elementos: fisiologia, cognição e emoção. A excitação afeta significativamente a perceção da dor nas competições, dado que os atletas necessitam de regular o esforço físico e o stress emocional.
Objectivo: O presente estudo visa determinar o efeito da excitação fisiológica na percepção da dor em atletas de elite de resistência e força, tanto do sexo masculino como do sexo feminino.
Metodologia: Foi utilizado um estudo quase-experimental pré-pós para avaliar 63 participantes categorizados como atletas de resistência, atletas de força ou não atletas. A medição da dor incluiu o Teste de Pressão a Frio, no qual os participantes foram submetidos a testes de resistência através de simulações de boxe em realidade virtual que replicavam condições competitivas. Os investigadores examinaram a frequência cardíaca para medir a excitação fisiológica.
Resultados: O limiar e a tolerância à dor, medidos através da Análise de Covariância, mostraram diferenças importantes entre os grupos (p = 0,001 para ambas as variáveis), (F = 78,67; 117,51), respetivamente. Os escores dos não atletas aumentaram após a excitação, enquanto os atletas de resistência e força apresentaram declínios nestas medidas após a intervenção. O género não influenciou os resultados da perceção da dor durante o estudo.
Discussão: O presente estudo indica que a excitação produz efeitos únicos na sensibilidade à dor, dependendo se os participantes pertencem a grupos de atletas ou não atletas, uma vez que os seus corpos respondem de formas diferentes ao stress e à fisiologia dos opióides endógenos, juntamente com os mecanismos de condicionamento mental.
Conclusões: Não foram observadas diferenças significativas na perceção da dor entre os dois grupos de atletas. Os não atletas apresentaram melhorias significativas no limiar e na tolerância à dor, corroborando os achados de pesquisas anteriores.
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