Conhecimentos, perceções e práticas das partes interessadas em relação à manipulação do desporto: resultados do estudo transnacional IntegriSport 3.0
DOI:
https://doi.org/10.47197/retos.v82.119390Palavras-chave:
Integridade desportiva, Marcos Legales, manipulação desportiva, percepção do riscoResumo
Introdução: A manipulação de competições desportivas (viciação de resultados) constitui uma ameaça crescente para a integridade do desporto, com uma dimensão transnacional e uma vinculação frequente com a criminalidade organizada, as apuestas desportivas e o uso de novas tecnologias como os desportos eletrónicos e as moedas virtuais.
Objectivo: O objectivo deste estudo foi analisar o nível de conhecimento, a percepção do risco e as práticas profissionais dos actores institucionais chave implicados na prevenção e investigação da manipulação desportiva em seis países europeus.
Metodologia: Adotou-se um projeto de investigação misto que combinou um inquérito de situação aplicado a 280 profissionais, 79 entrevistas qualitativas realizadas durante missões de investigação presencial (Missões de averiguação de factos) e uma análise documental comparada com os quadros normativos e casos registados na Áustria, Bulgária, Estónia, Grécia, Roménia e Espanha.
Resultados: Os resultados mostram um baixo nível de perceção do risco em vários países, um conhecimento limitado da Convenção de Macolin —superior a 60% de desconhecimento em três dos seis contextos analisados— e uma escassa experiência prática, uma vez que mais de 80% das pessoas inquiridas não participaram em investigações sobre manipulação desportiva. Assim, identificam-se importantes diferenças entre os quadros legais nacionais e uma ausência generalizada de unidades policiais especializadas.
Discussão: Estes hallazgos coincidem com estudos anteriores que sinalizaram a baixa prioridade institucional de manipulação de resultados e ponen de manifestar carências estruturais na formação, na cooperação interinstitucional e na capacidade investigadora.
Conclusões: Os resultados evidenciam a necessidade de uma estratégia europeia coordenada que reforce o quadro normativo, consolide a formação especializada e melhore os mecanismos de cooperação para proteger eficazmente a integridade do desporto.
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