Relação entre hábitos de vida, saúde mental e funções cognitivas em estudantes de uma instituição de ensino superior colombiana
DOI:
https://doi.org/10.47197/retos.v83.119635Palavras-chave:
Funções cognitivas, hábitos de vida, saúde mental, atividade física, tempo de ecrã, estudantes universitáriosResumo
Introdução: Os hábitos de vida, a saúde mental e as funções cognitivas são dimensões intimamente relacionadas na população universitária colombiana.
Objectivo: O objectivo deste estudo foi estabelecer a relação entre estas dimensões em estudantes da Faculdade de Educação Física, Desporto e Recreio da Universidade Santo Tomás, Campus Tunja.
Metodologia: Foi realizado um estudo quantitativo, não experimental, descritivo-correlacional e transversal com 142 estudantes selecionados por amostragem de conveniência não probabilística. Os hábitos de vida, os sintomas emocionais e as funções cognitivas foram avaliados através de instrumentos padronizados, com correlações e regressões.
Resultados: Foram encontradas associações significativas entre várias dimensões dos hábitos de vida e a depressão, ansiedade e stress. O sono e os mecanismos de coping foram os principais preditores; maior atividade física foi associada a menos sintomas depressivos, e maior tempo de ecrã foi associado a um aumento dos sintomas. As funções cognitivas não apresentaram associações significativas.
Discussão: Embora os estudantes de Educação Física, Desporto e Recreio sejam frequentemente considerados uma população protegida pelo exercício físico, os resultados demonstraram que continuam vulneráveis à ansiedade, depressão e stress. A forte correlação entre estas variáveis confirmou a sua ocorrência simultânea, e o sono emergiu como um preditor chave, em consonância com pesquisas anteriores.
Conclusão: Concluímos que os hábitos de vida desempenham um papel significativo no bem-estar psicológico dos estudantes universitários, mesmo em populações fisicamente ativas, reforçando a importância das estratégias para promover o sono, os mecanismos de coping, a regulação do tempo de ecrã e o bem-estar emocional.
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