Competências para a vida em deportistas amadores de voleibol de praia: uma análise comparativa por grupo etário e tempo de prática
DOI:
https://doi.org/10.47197/retos.v81.119108Palavras-chave:
Aspectos psicossociais no esporte, Psicologia do esporte, Jogadores de vôleiResumo
Introdução: O desporto foi reconhecido como um ambiente favorável ao desenvolvimento de competências psicossociais transferíveis; no entanto, a produção científica relacionada com atletas amadores de voleibol de praia é ainda limitada.
Objectivo: Comparar a percepção do desenvolvimento de competências para a vida em atletas amadores de voleibol de praia segundo o grupo etário e o tempo de prática.
Métodos: Este estudo transversal, descritivo-analítico, incluiu 238 atletas amadores, dos quais 52,9% eram homens, com uma média de idades de 28 anos e uma média de 10 anos de experiência desportiva. Foi utilizado um questionário sociodemográfico e a Escala de Competências para a Vida no Desporto (P-LSSS), constituída por 43 itens distribuídos por várias dimensões. Os participantes foram estratificados por mediana em grupos independentes de acordo com a idade (< 28 e ≥ 28 anos) e o tempo de prática (< 10 e ≥ 10 anos). As comparações foram realizadas através do teste U de Mann-Whitney, com um nível de significância de p < 0,05.
Resultados: Os atletas com 28 e mais anos apresentaram pontuações mais elevadas no estabelecimento de objetivos (p = 0,023; r = 0,15), na resolução de problemas e na tomada de decisões (p = 0,014; r = 0,17), nas competências emocionais (p = 0,004; r = 0,23), na gestão do tempo (p = 0,012; r = 0,18) e na comunicação (p = 0,020; r = 0,16). Os atletas com ≥ 10 anos de prática também obtiveram pontuações mais elevadas nestas dimensões (p ≤ 0,049; r = 0,12-0,22).
Discussão: A educação e a experiência desportiva mostram uma associação consistente com as competências de autorregulação. Conclusão: A idade avançada e um grande tempo de prática associaram-se a níveis mais elevados de competências para a vida no contexto investigado.
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